Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Reacções III

(...) É quando Soares, depois de atazanar o juízo do pobre Cavaco (e de todos os portugueses que assistiam à conversa) com o seu estilo rasteiro e as suas menções a palermices como “os oceanos” ou a “cidadania global” (Cavaco até gargalhou comigo neste ponto), lá lançou o “eu sei o que me diziam os meus amigos na Europa”. Nessa altura, o ecrã está dividido e vê-se Cavaco claramente a conter-se. Não a conter-se para responder à letra. Mas conter-se para não se levantar da cadeira, agarrar nos colarinhos do outro e ameaçá-lo com uma pêra bem enfiada. Como Dirty Harry: “you’ve got to ask yourself one question: do I feel lucky? Well, do you, punk? Go ahead, make my day”.


Luciano Amaral, no Acidental