Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Privatizar as praias? (2)

O nível de limpeza das praias aumentaria.

3 boas festas:

  • Há uns 3 anos, estava eu numa praia do sul, perto de Pinheiro da Cruz, e vi chegar 2 ou 3 guardas prisionais com cerca de 10 detidos. Formaram, caminharam primeiro para um dos lados da praia, depois para o outro, apanharam o lixo todo. Partiram com os sacos.
    Não precisamos de privatizar para limpar, precisamos de usar, com consciência, os recursos humanos disponíveis.
    Atenção, não defendo trabalhos forçados nas prisões, mas não sei por que motivo não deverá existir trabalho público distribuído, equitativamente, por quem cumpre penas.

    Mais, 500 mil desempregados, certo? E que tal serviço público em part-time? Duas, três tardes por semana, nas creches, nas escolas nos hospitais, enfim... Sobrar-lhes-ia tempo para procurar emprego. Parece-me justo, enquanto recebem um subsídio.

    By Blogger Isabela, at quarta-feira, janeiro 11, 2006 11:28:00 da tarde  

  • "Mais, 500 mil desempregados, certo? E que tal serviço público em part-time? Duas, três tardes por semana, nas creches, nas escolas nos hospitais, enfim... Sobrar-lhes-ia tempo para procurar emprego. Parece-me justo, enquanto recebem um subsídio."

    Muito bem! As reacções da maioria a isso? Um atentado à dignidade dos desempregados! Claro que o verdadeiro motivo era que tal não lhes iria permitir terem o seu emprego na economia paralela.
    Mas olha, excelente ideia.

    By Blogger CGP, at quarta-feira, janeiro 11, 2006 11:43:00 da tarde  

  • Não. Nunca um atentado, enquanto o empregado estiver a ser pago pelo erário público. Tanto quanto sei, acontece serem obrigados a frequentar cursos de reciclagem gratuitos. Não me parece nada mal. O trabalho parcial, como o sugeri, parece-me bastante razoável.
    Não podes partir do princípio de que o desempregado é culpado por não arranjar emprego, ou é culpado porque mantém emprego paralelo. Isso, existe, mas não podes partir daí, por uma liminar questão de justiça. Tenho muita pena, mas és inocente enquanto não fores culpado.
    Não serão os mecanismos de vigilância que têm de melhorar?

    By Blogger Isabela, at quarta-feira, janeiro 11, 2006 11:58:00 da tarde  

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