Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Privatizar as praias? (3)

Haveria uma melhos afectação de pessoas pelas diferentes praias:

  • Os donos das praias mais concorridas iriam cobrar um valor pela entrada o que reduziria a afluência de pessoas a essa praia, aumentando o bem-estar de quem a frequentasse.
  • Os donos das praias menos concorridas obteriam retornos apenas devido à exploração de bares e outros negócios de praia, não cobrando bilhetes.
Estes dois factores fariam com que existisse um desvio de pessoas das praias mais concorridas para as menos concorridas.

5 boas festas:

  • Quando li o post tendi a responder que isso criaria praias de élite. Na Tunísia lembro-me que a maior parte das praias estava concessionadas aos hotéis: os naturais acumulavam-se no centímetro quadrado público.

    Depois, lembrei-me que na Costa da Caparica há, infelizmente, praias concessionadas. Paga-se bem para entrar. Cheias, como as restantes; a diferença é que se vai de carro, não de autocarro. As pessoas que andam de carro são melhores que as outras? Uma praia seleccionada para automobilistas é obrigatoriamente melhor? Não tenho essa experiência.

    A privatização não resolve os problemas do mundo. Não é só o cidadão que pertence ao País: o País também lhe pertence, porra!
    Queres privatizar ruas, passeios, jardins? Queres pagar para ir à Baixa ver montras? Queres pagar para fazer um piquenique?

    By Blogger Isabela, at quarta-feira, janeiro 11, 2006 11:45:00 da tarde  

  • "o País também lhe pertence, porra"

    Se cada pessoa entendesse isso, o comunismo funcionava. Se assim fosse, as pessoas pagavam impostos da mesma forma natural com que utilizam dinheiro em sua casa. Se assim fosse, as pessoas sujavam tanto a rua como a sua própria casa. Se assim fosse, os funcionários públicos trabalhariam com o mesmo empenho com que o fariam numa empresa própria. Se assim fosse uma pessoa preferiria ganhar 500 euros a trabalhar do que 499 com o subsidio de desemprego.
    Infelizmente não é assim.

    By Blogger CGP, at quinta-feira, janeiro 12, 2006 12:03:00 da manhã  

  • É também assim, porque eu existo, eu sou assim, e não sou a única, meu casmurro.

    By Blogger Isabela, at quinta-feira, janeiro 12, 2006 12:20:00 da manhã  

  • Karloos, cuidado, estás a mover-te em terreno extremamente pantanoso. Há bens que não podem (isto não é esquerda nem direita, bolas!) ser privatizados. O ar, por exemplo: podes sempre dizer que teríamos um ar menos poluído se fosse privatizado: quem depois não tivese dinheiro, paciência, montaria barraca em sub-regiões de terceira onde o oxigénio é um composto. As praias, em Portugal, por lei e teoricamente, são públicas: pertencem à 'res pública'. Meu caro - foram muitos anos de civilização, e muito esforço, e muita luta contra a ignorância e a tirania, para se chegar a um consenso social que permite que a luz, o ar ou uma praia pertençam à 'res publica'. Se não compreende isto - acredite que lamento muito. Mas a vida é assim...

    By Blogger jcb, at domingo, janeiro 15, 2006 5:23:00 da tarde  

  • Em altura alguma eu disse que era a favor de privatizar as praias. Limitei-me a referir as vantagens.
    Volte sempre.

    By Blogger CGP, at domingo, janeiro 15, 2006 5:53:00 da tarde  

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