Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

quinta-feira, abril 06, 2006

Até sempre, camaradas!

Nunca fui aquilo que se possa considerar leitor do Abrupto. No princípio passava os olhos pelo blog uma ou duas vezes por mês quando me lembrava, hoje só o leio quando algum dos meus blogs favoritos refere um seu post. Quando a blogosfera política nasceu, nomeadamente a liberal, apesar de haver blogs com muita qualidade, nunca nenhum me atraiu ao ponto de me tornar leitor diário.
O Acidental foi o primeiro.
O Acidental foi o primeiro blog que comecei a visitar diariamente, com a mesma frequência das páginas informativas. O Acidental puxou-me para a blogosfera.
Até hoje tinha esperança que o anúncio do fim dO Acidental fosse reversível, quiçá uma brincadeira para irritar os adversários à direita e à esquerda, parece que não. Acabaram-se as graçolas do Rodrigo Moita Deus, as horas passadas de dicionário na mão a lêr os posts do Henrique Raposo, a irreverência do Francisco Mendes da Silva ou do Nuno Costa Santos, os diamantes raros da Ana Albergaria, a pertinência do Eduardo Nogueira Pinto e muito mais, numa equipa galáctica montada pelo Paulo Pinto Mascarenhas. Como sempre me deram tudo de borla, não lhes posso exigir nada, nem me atrevo a pedir que fiquem. Resta-me agradecer: muito, muito obrigado pela companhia diária neste último ano e meio e por terem sido a minha porta para a blogosfera.
Não sei se este será o fim desta blogosfera, mas que acaba uma boa parte dela, acaba.

Até sempre, camaradas!