Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

sexta-feira, maio 12, 2006

Ainda o liberalismo em Portugal

Comentário do Francisco Miguel Pires que tem a minha concordância a 100%:

O tema é interessante demais para ficar calado... : )

Existem boas razões para a criação de um partido liberal em Portugal- Possibilita mais coerência de discurso, de motivações e de paradigma. Possibilita ser mais ousado, reformar os discursos de forma descomplexada, criar uma estrutura partidária mais orientada para o futuro. Permite aparecer de "cara lavada", sem passados políticos, sem compromissos e sem favores. Pode buscar apoios nas "famílias" liberais europeias que não têm correspondente em Portugal. Por outro lado, exige muito mais disponibilidade, e obriga a uma travessia do deserto que pode ser desmotivante - risco de desistência dos membros é considerável e só funciona no longo prazo. Nesse sentido é mais lógico seguir o trilho da JP usando os intelectuais infiltrados nas estruturas partidárias que forcem soluções de compromisso de pendor liberal. No entanto, será necessário ter este tipo de intelectuais no PSD e no PS ou seja, nos partidos de governação. Seja como for, acho que existe muito boa massa cinzenta em Portugal a este nível e tem a vantagem de ser toda ela bastante jovem. Não tenho dúvidas que esta geração "blogoesférica" se estiver organizada pode deixar a sua marca no país. Há muito tempo que se discute mais e melhor nestes blogs do que na AR

Abraços

5 boas festas:

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