Licenciosidades

Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e mijou no mar.

"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para o seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das suas vantagens"

Adam Smith (1776), Riqueza das Nações

segunda-feira, julho 31, 2006

Jornal do Incrível: última hora!


O grupo terrorista Al Qaeda/Hamas/Hezbolah decidiu, ontem à noite, parar os ataques terroristas sobre o Ocidente e Israel, durante 48 horas, para levar a cabo um inquérito sobre o bombardeamento de Telavive/Haifa/Nova Iorque/Londres/Madrid, em que morreram x pessoas, maioritariamente crianças.

quinta-feira, julho 27, 2006

Como conseguir visto de entrada no Líbano nos últimos tempos

E o prémio "Quando eu estiver nos cuidados intensivos quero uns médicos como os teus" vai para:

Simão Sabrosa, que "está por horas" há 3 semanas.

quarta-feira, julho 12, 2006

O IRS dos jogadores de futebol

A legislação fiscal portuguesa é um exemplo paradigmático da forma como os legisladores socialistas tendem a corrigir os erros que cometem com outro erros. A existência generalizada de taxas progressivas no IRS cria situações de injustiça para quem tem rendimentos temporários. Assim, duas pessoas que recebam exactamente o mesmo em dois anos seguidos podem pagar montantes de imposto diferentes. Por exemplo, se uma pessoa receber 20000 euros no ano 1 e no ano 2, irá pagar nos dois anos 10921 euros de IRS, enquanto que se receber 40000 euros no ano 1 e 0 no ano 2, terá que pagar 12061. Se considerarmos mais anos e maiores diferenças de rendimentos, a injustiça será ainda maior.
O legislador "resolveu" o problema reduzindo o montante de imposto cobrado através da incidência de taxas inferiores ou deduções específicas. Neste grupo dos rendimentos temporários (esquecendo os prémios de jogo) existem essencialmente dois tipos diferentes: as profissões de desgaste rápido como desportistas, mineiros ou pescadores e rendimento de capitais que, pela sua natureza, são incertos e inconstantes. O legislador achou que estes eram os únicos casos em que a injustiça fiscal das taxas progressivas deveria ser corrigida, esquecendo todos os outros casos particulares de flutuações normais da vida profissional dado que seria impossível legislar caso a caso. Trata de forma especial quem tem força mediática para exigir esse tratamento especial. No caso dos rendimentos de capital o estado, ao taxar de forma diferenciada, está a diminuír o valor do risco para o investidor, passando-o para os restantes contribuintes sem rendimentos de capital, aplicando uma flat tax selectiva. Já no caso das profissões de desgaste rápido a situação é mais grave. Em primeiro lugar a selecção das profissões é incorrecta e se-lo-ia qualquer que tivesse sido a opção do legislador; isto porque existem profissões de desgaste rápido, muito rápido, intermédio, intermédio assim a fugir para o rápido, etc e seria necessário aplicar deduções específicas a cada um dos casos e, dentro desses, a cada pessoa conforme a sua resistência física à profissão. Em segundo lugar, porque atribuindo benefícios especiais se está a incentivar o ingresso nessas profissões a salários mais baixos do que aqueles que resultariam num sistema de igualdade perante a lei. Mais uma vez estão-se a punir todos os contribuintes por escolhas individuais conscientes dos agentes. O legislador resolveu atribuír benesses precisamente àqueles casos em que a inconstância dos rendimentos é previsivel e, por isso, deve fazer parte dos factores que influem nas decisões dos agentes individuais. O legislador socialista ao tentar resolver uma injustiça, criou outra. Provavelmente quando alguém lhes conseguir explicar isso, irão criar outra maior.
Claro que o problema inicial se teria resolvido com uma taxa plana de IRS e IRC que taxasse igual e transversalmente todos os rendimentos, o que também pouparia uma dúzia de artigos no código do IRS e horas de trabalho da administração fiscal.

segunda-feira, julho 10, 2006

quarta-feira, julho 05, 2006

Maria de Fátima Bonifácio não gosta de brancos

Quando comecei a ir a Londres, na minha juventude, os negros e os turbantes dos indianos eram meramente uma nota colorida e exótica numa cidade esmagadoramente branca, onde uma impressionante quantidade de homens usava chapéu de côco e "umbrella" e imprimia às ruas, pelo menos nas zonas centrais, a sua fisionomia dominante. Esta paisagem desapareceu por completo.(...) Para além da problemática gestão quotidiana do "multiculturalismo", corre o risco, a prazo, de se tornar irreconhecível, quando as suas cidades forem maioritariamente povoadas por gente de côr professando credos e valores não apenas diferentes mas contraditórios e até imcompatíveis com os seus.

num artigo com o acertado título de Xenofobias,
equivocadamente na secção 'líderes de opinião',
na Revista Atlântico deste mês.


preto, cor oposta ou mais distante do branco, ausência total de cor
Dicionário da Língua Portuguesa, Porto editora